Descrição:
O imperador D. Pedro II do Brasil, em abertura de sessão parlamentar, dirige o seu discurso aos deputados, todos eles fisicamente iguais e de medíocres fisionomias, criaturas mais ou menos risíveis que Bordalo apelida de "os fagundes", assim criando uma personagem que apresenta afinidades com o conselheiro Acácio de Eça. Alusão à mediocridade e ao carreirismo da vida política e parlamentar brasileira, que Bordalo frequentemente parodiou. Aqui surgiu pela primeira vez esta personagem bordaliana do "fagundes", tantas vezes glosada pelo autor relativamente à pequena política brasileira. Publicada em "O Besouro", 14/12/1878. p. 292-293.